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:: Resenha 559 :: "O Amor de um Duque", de Lorraine Heath

Sinopse: Gillie Trewlove sabe o valor da bondade de desconhecidos, já que foi abandonada ainda bebê na porta da mulher que a criou. Quando se depara com um homem sendo agredido em sua própria porta — ou melhor, no beco próximo da sua taverna —, ela não hesita em ajudá-lo. Porém, o homem é tão bonito que não pode pertencer a um lugar como Whitechapel, muito menos à cama de Gillie, na qual ele precisa ficar para se recuperar.

O duque de Thornley está tendo um péssimo dia. Ser abandonado no altar é humilhante, ser salvo de bandidos por uma mulher — ainda que uma mulher linda e corajosa — é mais ainda. Após ajudá-lo a se recuperar, Gillie concorda em acompanhá-lo pelas ruas sombrias de Londres em busca da noiva.

No entanto, cada momento juntos os leva ao limite do desejo, e faz o duque repensar sua escolha a respeito do casamento. Gillie sabe que a aristocracia nunca iria aceitar uma duquesa como ela, mas Thorne está disposto a provar que nenhum obstáculo é insuperável diante do amor de um duque.

Peguem suas xícaras de chá, porque hoje é dia de resenha de época! ☕
Gillie Trewlove é, assim como seus irmãos, uma bastarda que foi abandonada na porta de sua mãe ainda bebê, mas diferente deles, ela teve que aprender que ficaria bem mais segura se escondesse seus atributos femininos. Não que ela se importasse muito com isso, afinal ela quer apenas cuidar da sua taberna em paz.

Mas em uma noite ela acaba salvando a vida de um homem que estava sendo covardemente espancado perto do seu estabelecimento. O que ela não sabia é que esse homem é um Duque que acabou de ser abandonado no altar, fato esse que o levou até às ruas de Whitechapel em busca de sua noiva.

Os dois acabam ficando próximos e Gillie começa a mostrar a Thorne (o tal duque) o quanto a vida é mais do que ele conhece e ele fica encantado mesmo é pela força e independência daquela mulher. Mas um Duque jamais se casaria com uma bastarda, e Gillie não está em busca de casamento, e muito menos de aventura, afinal, ela é uma bastarda e sabe que a vida não é fácil para aqueles que nascem fora de um casamento.

Estamos muito acostumadas a romances de época que retratam uma Londres romântica por essência. O que a Lorraine fez em O Amor de um Duque, é mostrar o outro lado, as mazelas, preconceitos, os desafortunados de uma Londres que não vai se vestir da melhor seda. Ela foi tão certeira e genial que a história não tem um antagonista, é a própria sociedade que faz a vez de elemento que separa o casal.

Veja bem, eles se gostam, mas Gillie não quer casar porque ao fazer isso seu bem mais precioso, sua taberna, passará a ser do marido. E Thorne, como um duque, precisa fazer um casamento que aumente a fortuna de sua família, o que uma dona de taberna bastarda será incapaz.

Sua trama é quase simples, e ao mesmo tempo muito bem elaborada, que pede por um ritmo mais cadenciado. É um texto adulto, não por ser erótico (e ele tem seus momentos) mas por abordar assuntos que tocam a gente em um lugar mais profundo, é definitivamente, um livro que deveria ser lido por todos.

Nome: O Amor de Um Duque
Série: Sins for All Seasons # 2
Autora: Lorraine Heath
ISBN-13: 9788539827107
ISBN-10: 8539827107
Ano: 2019
Páginas: 320
Editora: Harlequin Brasil
Compre aqui: Amazon

Sobre a autora

LORRAINE HEATH é filha de mãe inglesa e pai americano. Nasceu em Hertfordshire, Inglaterra, e mudou-se ainda criança para o Texas, nos Estados Unidos, onde se graduou em Psicologia — formação que a ajudaria na construção de seus personagens aclamados pelo público. Autora best-seller do The New York Times e USA Today, ela também é vencedora do prêmio RITA de Melhor Romance Histórico. Ela sempre sonhou em ser escritora e desde pequena tem uma queda por histórias de amor, sem dúvida fruto de uma infância regada a muitos filmes ao lado da mãe, que lhe ensinou que os melhores são aqueles que fazem "você se acabar de tanto chorar". Nasceu em Quando leu seu primeiro romance histórico, não só ficou encantada com o gênero como logo percebeu o que faltava nas obras: rebeldes, canalhas e libertinos. Desde então ela escreve sobre eles.

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