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:: Resenha 451 :: "Um Acordo e Nada Mais", Mary Balogh


Sinopse: Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.
No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los. No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.

Olá pessoal!! Tudo bem com vocês?

A Mary Balogh não deixa de nos surpreender, e em Um Acordo e Nada Mais, segundo livro da série clube dos sobreviventes, vamos nos deparar com um romance emocionante, leve e que traz paz na alma.

Nesse Livro, vamos conhecer o jovem Visconde de Darleigh, ou Vincent. Ele é um dos integrantes do clube de sobreviventes, e aos 22 anos em uma batalha, ele perdeu totalmente sua visão. Então, após esse acidente sua vida virou do avesso, e para seu total desespero, ele que sempre foi um garoto livre e travesso, começou a ter sua vida controlada pela sua família, por medo de algo acontecer a ele. Sua salvação, foi seu fiel escudeiro Martin, que além de amigo de infância, aceitou ser seu valete e treinador. E assim ele se via cada vez mais sufocado em seu próprio corpo, sem poder controlar e saber o que havia a sua volta. E a última que sua mãe e suas irmãs aprontaram, foi de querer casar ele, com a primeira dama que aparecesse, para ele não poder ficar mais sozinho.

Mas a única coisa que Vincent desejava, era ter sua liberdade de volta. Então ele fugiu dessa emboscada com Martin. E durante esses dias ele cavalgou, nadou, correu (tudo com certas limitações), mas para completar sua felicidade, ele se viu indo par sua casa de infância para poder relaxar por uns dias antes que sua mãe o encontrasse.
"Por nada no mundo permitiria que a escuridão tomasse conta de seu interior, pensou. Já bastava que existisse ao seu redor o tempo todo. Sua própria estupidez na batalha trouxera a escuridão externa. Não corroboraria a loucura juvenil permitindo que a luz de dentro dele se extinguisse. Viveria sua vida. E a viveria plenamente. Faria algo dela e de si mesmo. Não se renderia à depressão ou ao desespero."


Ao chegar na cidade, todas as pessoas ficaram em polvorosa, já que o Visconde estava ali. E a família mais importante de lá resolve que devem casar sua filha Henrietta com o Visconde, já que ela está encalhada, e como ele é cego, não deve ser muito seletivo com as mulheres. Mas aos cantos dessa casa, uma ratinha escondida ouve tudo, e por provocação decide que sua prima não se casará com o Visconde.

Essa ratinha se chama Sophia Fry. Ela perdeu o Pai há 5 anos, e desde então mora com parentes. A atual casa que ela reside é um pesadelo. Sua tia a faz de empregada, e as pessoas se desfazem dela. Ela vive pelos cantos vestindo trapos de sua prima, e seu cabelo é tão curto e ela é tão magra e pequenina que as pessoas pensam que ela é um menino. O seu único prazer é fazer desenhos satíricos  em carvão daquelas pessoas em que tanto a maltratam. Sophia nunca havia ido a um baile sequer, e mesmo sendo uma dama, nunca foi apresentada a sociedade e a ninguém.
"Sophia suspirou, com cuidado para não emitir qualquer ruído. Algumas vezes ela mesma podia quase se esquecer do próprio nome, não fosse pelo fato de ser uma ratinha apenas na superfície - e talvez nem na superfície. Por dentro, não tinha nada de ratinha. Mas ninguém sabia disso, só ela."

Então, as pessoas do Vilarejo resolveram fazer um baile para comemorar a vinda de Vincent, e nessa ocasião os pais de Henrietta planejaram armar uma pra cima dele, para ele ser obrigado a se casar com a sua filha. Mas Sophia ouviu tudo e boicotou o acontecido. E seus tios com raiva do que ela fez, a expulsou de casa.
Vincent ficou sabendo o que haviam feito com Sophia, foi atrás dela e lhe fez uma proposta para ela se casar com ele. Já que ele se sentia muito culpado pelo que aconteceu com a pobre moça, e assim ele matava dois coelhos de uma vez: teria sua liberdade e realizaria os sonhos de Sophia. E após um ano de relacionamento cada um poderia seguir o seu caminho e fazer as coisas que mais gostassem.

Mas como sabemos, esse tipo de acordo e casamentos de conveniência nunca dão certo, eles começam a apreciar um a companhia do outro e eles ficam bastante amigos, e a partir daí veremos um romance super doce florescer.
"Ah, não queria pensar naquele maldito acordo que fizeram. E ele lhe dissera para não pensar. Mas isso não queria dizer que o acordo não existia. Obviamente, ele ainda sonhava com a liberdade."

Esse é um romance lindo, vai nos mostrar a não deixar os obstáculos da vida nos abater nem nos deixar para baixo. De início pensei que essa história se pareceria com a Cinderela, mas esse romance vai muito além. Porém, esse livro não me envolveu tanto, sabe? Começava a ler, parava. Amei o primeiro livro da Série, então fui com uma expectativa gigantesca para cima desse. Mas não é um livro ruim, pelo contrário, é lindo ver o Vincent se redescobrir, e que mesmo tendo uma deficiência, ele pode ser livre e fazer as coisas que mais ama, e Sophia vai se descobrir mulher, vai saber o que é sentir carinho e amor de outras pessoas, já que ela foi muito negligenciada na vida. E vocês verão que mesmo sem procurar ou sem esperar, o amor verdadeiro pode surgir de uma simples amizade.

Beijinhos :*



Nome: Um Acordo e Nada Mais
Série: Clube dos Sobreviventes # 2
Autora: Mary Balogh
ISBN-13: 9788580418798
ISBN-10: 8580418798
Ano: 2018
Páginas: 304
Compre aqui: Amazon
Skoob
Classificação:   






Sobre a autora 

Mary Balogh nasceu e foi criada no País de Gales. Ainda jovem mudou-se para o Canadá, onde planejava passar dois anos trabalhando como professora. Porém ela se apaixonou, casou e criou raízes definitivas do outro lado do Atlântico.
Sempre sonhou ser escritora e tinha certeza de que, no dia em que escrevesse um livro, ele seria ambientado na Inglaterra do Período da Regência. Quando sua filha mais nova tinha 6 anos, Mary finalmente encontrou tempo para se dedicar ao antigo sonho. Depois de três meses, a primeira versão de sua obra de estreia estava pronta.
Publicada em 1985, deu a Mary o prêmio da Romantic Times de autora revelação na categoria Período da Regência. Em 1988, ela passou a se dedicar apenas aos livros.
Hoje é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times e vencedora de diversos prêmios literários. Sua série Os Bedwyns foi publicada no Brasil pela Arqueiro e já vendeu 100 mil exemplares.

Comentários

  1. Oi Mari, eu tô gostando muito dessa série, amei o primeiro e esse segundo é maravilhoso também. Eu gosto da simplicidade da escrita da Mary e do fato dela me envolver com pouca coisa acontecendo na trama.
    Achei a história bem sensível e bonita e gostei muito de sua resenha.

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