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:: Resenha 360 :: "Dama de Papel", Catarina Muniz



Sinopse: Localizado na zona periférica de Londres em meados do século XIX, o bordel de Molly está sempre repleto de fregueses: ricos e pobres, magnatas e operários. O que nenhum deles sabe – nem mesmo as outras trabalhadoras do estabelecimento – é que a dona do prostíbulo optara por ser “mulher da vida fácil” após fugir de um casamento forçado, abrigando-se nas entranhas de um cortiço na busca indelével por liberdade.
Certa vez, no entanto, Molly é inebriada pelas propostas de um cliente: Charles O’Connor, o herdeiro de um império têxtil, deseja que ela seja somente sua. Molly, arrebatada pelas sensações provocadas pelo novo amante, se vê obrigada a questionar o modo de vida que conduzira com orgulho até então, além de testar os limites da liberdade obtida a duras penas.
Entregues à avassaladora paixão e à incrível química sexual que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias sociais e a moral conservadora da época para dar continuidade a este amor proibido. Mas terão de pagar um preço alto por suas decisões.




Confesso que desde que vi a capa desse livro, fiquei louca para tê-lo em mãos e como uma criança em época de Natal, esperando o tal do Papai Noel, esperei ansiosamente a sua chegada depois de solicitado à nossa parceira querida, Universo dos Livros. Ahhh e quando chegou, parei tudo para começar a lê-lo.


Bom, quem me conhece, sabe sobre a minha paixão por livros de época. Sempre fui fascinada por livros desse gênero. Fã incondicional de Jane Austen, sou capaz de ficar horas e horas falando sobre seus livros e o que eles causam sobre a minha pessoa. Mas, nesse caso, a expectativa deu lugar à realidade... e foi péssimo. 

Dessa forma, não quero entornar o caldo com essa resenha, pelo contrário, mas já que estou fazendo uma resenha do livro, acredito eu, que tenho que ser sincera no que escrevo. Sendo assim, até penso que, para alguns, a história vá fluir e tal, até porque não é que o livro seja ruim, uma vez que existem, sim, alguns momentos legais. Acontece que achei o começo muito arrastado e um pouco maçante, logo, demorei para realmente absorver a história da maneira que deveria ser.

Assim sendo, nesse livro, vamos conhecer a história de Melinda Scott Williams, que com o passar da história se torna Molly. Uma alma livre, de personalidade forte e mente avançada que vive em uma época onde os costumes sociais, a educação, a cultura, a moral e o casamento na sociedade aristocrática são levados ao extremo. Deste modo, Molly acaba sendo prometida a um velho rico e consequentemente fugindo de casa para acabar parando em uma casa de prostituição, tornando-se uma prostituta de destaque e futura dona desse tal bordel sujo e pobre.

E essa notoriedade toda acaba despertando o interesse de Charles O’Connor, um moço bonito, mais novo do que os burgueses que costuma atender,  herdeiro e braço direito de um renomado industrial têxtil, casado com  Katherine e pai de dois filhos. A partir daí é uma série de acontecimentos sobre questões cotidianas, amor proibido e momentos de decisões em uma época difícil e insatisfatória. 

Enfim, tenho certeza que A Dama de papel deva ter feito alguns corações suspirarem, mas vou dar apenas três bolinhos porque a história não me arrebatou como eu tinha pensado que iria. 

“(…) Charles tinha a indiscutível certeza de que veria Molly de novo. Sabia disso ao se vestir, ao se recompor, ao descer as escadas. Sentia-se cansado, satisfeito e estranhamente fascinado por ter perdido a aposta para a dama de vestido carmim”.

Título: A Dama de papel
ISBN-13: 9788579309151
ISBN-10: 8579309158
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2015
Páginas: 256
Compre aqui: Amazon
Classificação: 

Sobre a autora:


Catarina Muniz é alagoana, formada em Comunicação Social. Expansiva, intensa e bem humorada, escreve apaixonadamente desde a adolescência. Em 2012, convencida por amigos próximos, começou a expor suas palavras e ideias num blog de contos eróticos. Mas as histórias que borbulhavam durante anos em sua mente exigiam o papel e o lápis, e assim, resolveu singrar os densos mares do universo literário.

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