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:: Resenha 78 :: Joyland, Stephen King




Sinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.

Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.

O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Hoje, venho aqui falar um pouquinho do  Mestre do Terror, o “Chuck Norris” literário, A Lenda, Stephen King!!


King é autor de mais de 50 livros best-sellers no mundo inteiro, e é um desses best que vamos falar aqui hoje. Embora publicado na terra do Tio Sam em 2013, Joyland é novidade para nós, humildes brasileiros. Além deste lançamento, a Suma de Letras também trouxe para nós o Escuridão total, sem estrelas, e agora, acabam de anunciar Revival, com lançamento previsto para outubro! É muita emoção meu povo!!!!!!

Joyland é o segundo livro da marca Hard Case Crime (que, a grosso modo, é uma marca americana que recria de forma editorial, romances policiais), sendo o primeiro, The Colorado Kid, que até virou seriado pela SyFy com o nome de Haven.

Embora eu tenha citado King (Gente, olha a intimidade?! uhahuahua) como o Mestre do Terror, ele não apenas escreve sobre palhaços assassinos, maridos possuídos por espíritos malignos, crianças que seguem seitas satânicas, carros endiabrados, meninas estranhas banhadas de sangue, mortes, pragas e desgraças ... Nããããão! Ele também escreve suspense e nesse caso, um romance policial! Logo, se você nunca leu King com a desculpa de que não consegue ler terror, comece por Joyland!

Somando a sinopse supracitada, este livro fala sobre Devin Jones, que no auge de seus 21 anos, decide aceitar um trabalho temporário num parque, situado na Carolina do Norte, o Joyland. Nesse verão de 1973, Dev vê a oportunidade de esquecer Wendy, a garota que tanto amava, mas que quebrou seu coração terminando o relacionamento através de uma carta, e a oportunidade de solucionar um caso de assassinato causado por um suposto Serial Killer.

“O ano de 1973... Foi o ano perdido de Devin Jones. Eu era um virgem de vinte e um anos com aspirações literárias, tinha três calças jeans, quatro cuecas, um Ford velho (com um rádio bom), pensamento suicidas eventuais e um coração partido.
Que fofo hein?”

Em Joyland, Dev conhece seus dois futuros amigos de equipe, Tom e Erin; Rozzie, a quiromante; Mike, um garotinho de 10 anos com uma doença grave e um dom muito especial, e vários outros personagens que farão parte dessa surpreendente trama. 

Além do objetivo de vender diversão, Joyland também carrega um grande mistério. Um assassinato da jovem Linda Gray, por seu suposto namorado, durante uma volta no trem fantasma.

“Várias vezes chegamos perto ‘daquilo’, mas ‘aquilo’ nunca acontecia. Ela sempre recuava e eu nunca pressionava. Pelo amor de Deus, eu estava sendo cavalheiro. Já me perguntei muitas vezes, depois, o que teria mudado (para o bem ou para o mal) se eu no tivesse sido. O que sei agora é que jovens cavalheiros raramente conseguem uma boceta. Pode bordar essa frase e pendurar na cozinha.”

Embora ocorrido há anos, esse caso não foi totalmente solucionado pela policia local. As únicas coisas que sabemos é que o rapaz não era seu namorado e sim um Serial Killer, e que a alma dela ainda vaga pelo trem fantasma de Joyland a procura de ajuda.

“– Tem um fantasma aí dentro? – perguntei.
 – Centenas, e espero que voem direto para seu cu. ”

Como citei anteriormente, esta história trata-se de um romance policial muito gostoso de se ler. Trata-se de uma leitura rápida (o livro tem pouco mais de 200 páginas), recheada de drama, uma pitada de humor e um final digno do gênero. Uma boa e velha surpresa.

“Eu pus o pezinho para frente, pus o pezinho para o lado, puz o pezinho para frente e balancei ele agora. Dancei o Pop Pop, dancei o Pop Pop, porque – como quase toda criancinha sabia – assim é bem melhor. Esqueci o calor e o desconforto. Não pensei em como a cueca estava grudada na bunda. Mais tarde teria uma dor de cabeça horrível provocada pelo calor, mas naquele momento eu estava me sentindo bem: estava ótimo, na verdade. E quer saber ? Wendy Keegan nem passou pela minha cabeça”

Estou acostumada aos bons e velhos contos do King e esse foi meu primeiro policial dele e falo logo, pra quem curte o Mestre, esse livro não deixou nada a desejar! O cara é bom com terror, com suspense e com policial! O cara é o cara!

Uma coisa super legal nesse livro é a ordem cronológica de algumas informações. O livro começa com Dev contando seu passado, especificamente, no ano de 73. Contudo, ele se encontra no ano de 2013. Logo, através dessa ‘”sacada genial”, não precisamos esperar até o fim do livro para sabermos o desfecho de alguns personagens.

Durante suas narrações, já podemos dar fim ao ciclo de alguns personagens e logo, nos concentramos nos demais, o que vai ser de grande valia se você for mais espero que eu, e descobrir, antes do final do livro, “quem matou Odete Roitman”, porque eu dei todos os palpites errados!!! Kkkkkkkk

Título: Joyland
Autor: Stephen King
ISBN-13: 9788581052984
ISBN-10: 8581052983
Ano: 2015
Páginas: 240
Editora: Suma de Letras
Compre aqui: Amazon, Submarino
Classificação:

Comentários

  1. Ele realmente não escreve só terror, o seu livro The Green Lime ficou muito famoso quando virou filme. A espera de um milagre é um dos meus filmes preferidos, e faz qualquer um cair em lagrimas.

    Eu gostei muito dessa capa, e a premissa é ótima, o romance ser ambientado em um parque de diversões foi perfeito. Eu ainda não o li, mas pretendo lê-lo ainda esse ano.

    Boa resenha Ana. Beijos

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    Respostas
    1. O suspense é ótimo! Eu também fiquei arrasada com A espera de um milagre.... <3
      Espero que goste da leitura!
      Obrigado Thiago!

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  2. Não sou muito interessado nos livros do Stephen King. Apesar dos ótimos comentários em relação à sua escrita não consigo me interessar. Assim como foi com Joyland, ótimos comentários, mas não despertou minha curiosidade.

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    1. Uma pena... Não sabe o que está perdendo Ycaro. Tenta um... Quem sabe você não passa a curtir?! :D

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  3. Se Chuck Norris entrasse nesse trem até os espiritos corriam.kkkk.Otima resenha,nunca li um livro do King,esse parece ser muito legal,tem um humor ai,gosto disso.Confesso que sou pessima em suspense,nunca acerto nada.

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    Respostas
    1. huahuahuauha
      Elisangela, tenta! é um livro fino, leitura rápida! E King é maravilhoso...Quem sabe dessa vez você acerta?! :P

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