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:: Resenha 474 :: “Stalker”, Tarryn Fisher







Sinopse: Deprimida após sofrer um aborto espontâneo, Fig Coxbury passa seu tempo em praças observando as crianças que poderiam ser a sua filha. Até que uma menininha brincando com a mãe desperta uma obsessão. Logo, Fig se vê mudando de casa e de bairro não por necessidade, mas porque a casa vizinha oferece tudo o que ela mais deseja: a filha, o marido e a vida que pertence a 
outra pessoa.








Ela não quer ser igual a você. Ela quer a sua vida. Imagina uma parada dessas? Muito louco, né? Vamos então falar sobre Stalker, da doida da Tarryn Fisher, cortesia da nossa parceira Faro Editorial.

Tarryn divide o livro em três partes, e a primeira delas é narrada pela Fig, a stalker. Como posso definir essa primeira parte...??? MEU. DEUS. QUE. PORRA. É. ESSA???? Como alguém pode ser tão louco assim?


"Elas viviam num casarão vitoriano cinza, de alvenaria, a menos de dois quilômetros da minha modesta casinha. Que coincidência! Pensei nas datas e refiz as contas de cabeça. Dois anos, dois meses, seis dias. Será que essa criança poderia ser ela? No fundo eu sentia que sim, mas havia sempre aquela dúvida recorrente."

Fig perdeu uma filha e tinha um casamento de bosta com um cara que só detonava ela. Quando ela tem a brilhante ideia de jerico de se consultar com uma médium, logo depois de enfrentar vários problemas, a médium diz que um dia ela toparia com a alma da filha e que na hora ela saberia que era ela. Aí, minha gente, a coitada descacetou de vez. E é por isso que agora ela toma conta da vida de Jolene Avery. 

Fig passa a acompanhar os passos de Jolene, a mulher, Darius, o marido, e da pequena Mercy, a filha. Claro que acompanhar a rotina do casal, de longe, muitas vezes seguindo de carro, perde a graça rapidamente. É por isso que a louca, digo, Fig, ultrapassa mais um nível de sua obsessão ao se mudar para a casa ao lado da família Avery. Cara, é muuuuuuito louco acompanhar a doença dessa criatura, e o comportamento dela com os seus novos vizinhos.

Já a segunda parte do livro te dá uma rasteira daquelas. Pelo menos eu fui compleeeetamente surpreendida aqui. O livro agora passa a ser narrado por Darius, psicólogo e marido de Jolene. Gente… enquanto você lê a primeira parte você tem uma visão desse cara, mas nessa segunda você fica… 


Caraaaa! Como assiiiiim???

"A gente não escolhe a forma como o amor nasce, apenas aceita que ele existe. E o meu nasceu na forma da gravidíssima e proibidíssima Jolene Wyatt. A garota que ao mesmo tempo viu tudo e absolutamente nada."

Chegamos na última parte, narrada pela coitada da Jolene. Por que vamos combinar, né? Essa pobre mulher, que é a única normal até agora, que está sempre acreditando no ser humano, entendendo as pessoas, vendo sempre o lado bom delas, só se lasca!!! Aqui muita coisa é esclarecida para ela, ela finalmente enxerga as coisas e começa a resolver a loucura que tornou a sua vida.

Esse foi o meu primeiro contato com a escrita da Tarryn, e agora eu entendo todos os comentários e elogios que sempre vejo sobre a autora. Adorei a escrita dela, o sarcasmo, o humor e a história em si de Stalker. O livro te prende, te surpreende e te deixa abismado a cada capítulo. É muito bizarro o que o ser humano é capaz de fazer.

"Até eu começava a me assustar, e olha que convivo de perto com gente desequilibrada. Não, apaga isso, eu lido com loucos complacentes, loucas entediadas. Fazia muito tempo que eu não via uma perseguidora legítima no meu divã."



Título: Stalker
Autora: Tarryn Fisher 
ISBN-13: 9788595810471
ISBN-10: 8595810478
Ano: 2018
Páginas: 256
Editora: Faro Editorial
Compre aqui: Amazon
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Classificação:




Sobre a autora: 


Tarryn Fisher é autora best-seller do The New York Times. É cofundadora de um blog de moda e coautora de uma série com Colleen Hoover. Tarryn reside na área de Seattle com sua família. Ela adora dias chuvosos, Coca-Cola, café e sarcasmo, e acha que o Instagram é o novo Facebook.

Comentários

  1. Muito bom adorei a,resenha
    Vou comorar em Agosto pois agira estou sem grana , amo esse tema do livro

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